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Sesi e Senai implantam novo Ensino Médio na Bahia

Proposta pedagógica integra novo Ensino Médio com formação profissional e dará diploma em Eletrotécnica a alunos 

Sessenta e três alunos do SESI José Carvalho, localizado no município de Feira de Santana, na Bahia, estão tendo a oportunidade de experimentar um projeto-piloto no Brasil que integra o novo Ensino Médio ao ensino profissional e técnico.

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Segundo o coordenador regional do SESI Bahia, Fernando Leal Barreiros Moutinho, essa nova proposta pedagógica tem grande apelo tecnológico, o que fará com que os alunos saiam do Ensino Médio, após três anos, já com o diploma do curso de Eletrotécnica.

“Nós estamos adotando o desafio de trabalhar também com aulas mediadas por tecnologia. São aulas onde o professor está em um estúdio, transmitindo a aula ao vivo, online, para os estudantes. Em sala de aula, sempre tem um mediador, que faz esse papel de auxiliar o professor que está no estúdio. A interação sendo feita mediada por tecnologia, onde lá no estúdio tem recursos como chroma key, que no fundo pode estar passando uma imagem, um vídeo, tem este ar mais tecnológico, no sentido de você procurar explorar mais estes recursos”, enfatiza.

As aulas são divididas por áreas de conhecimento. No primeiro ano do Ensino Médio, os alunos têm aulas da área de linguagens, matemática, ciências da natureza e introdução ao mercado de trabalho; sempre trazendo os acontecimentos do cotidiano para a classe. Já nos dois últimos anos, a carga horária vai passar por mudanças gradativas e os alunos terão mais aulas direcionadas para o curso de Eletrotécnica.

Escola SESI José Carvalho, localizada no município de Feira de Santana. Foto: Sesi-BA

De acordo com o estudante Guilherme Santiago dos Santos, de 15 anos, outro ponto interessante do projeto é que eles trabalham com a sala de aula invertida, ou seja: algumas vezes, são os alunos que dão aulas para os professores.

“Trabalhamos em grupos e por áreas de ensino. Então eles passam para a gente o assunto anteriormente, estudamos, e vamos dar aulas, entre aspas, a eles. Nós temos o laboratório de robótica, temos também o laboratório de informática, nas salas nós temos também a mediação por notebooks, que acaba se tornando algo mais prático, né?”, conta o adolescente.

O deputado Federal baiano Bacelar é um dos parlamentares que acredita que as temáticas educacionais devem tomar a dianteira no Congresso Nacional. Em entrevista à Rádio Câmara, o deputado defendeu que a Educação precisa ser a pauta prioritária no Brasil.

“A agenda da educação é o que há de mais importante no Brasil. A materialização desta importante agenda nacional que é a educação. Nós precisamos obrigar o gestor brasileiro a planejar a educação”, disse o parlamentar.

Além da Bahia, a experiência do projeto-piloto, que integra o novo ensino médio com o técnico, também está sendo testada em Goiás, Espirito Santo, Alagoas e Ceará. A escolha do curso de Eletrotécnica se deve ao fato de este ser um dos mais demandados pelo mercado de trabalho.

Base Nacional Comum Curricular

O Conselho Nacional de Educação (CNE) vai realizar audiências públicas, a partir de maio, nas cinco regiões do país para debater a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do ensino médio. O documento vai orientar os currículos dessa etapa e estabelecer as habilidades e competências que devem ser desenvolvidas pelos alunos ao longo do ensino médio em cada área de conhecimento.

Recentemente, A BNCC foi entregue pelo Ministério da Educação ao CNE. O conselho deverá analisar e aprovar a BNCC antes de o documento começar a valer.

Saiba mais

O texto entregue pelo MEC organiza a Base Nacional Comum Curricular do ensino médio por áreas do conhecimento: linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas. Apenas as disciplinas de língua portuguesa e matemática aparecem como componentes curriculares, ou seja, disciplinas obrigatórias para os três anos do ensino médio.

Os alunos deverão cobrir toda a BNCC em, no máximo, 1,8 mil horas-aula. As 1,2 mil horas restantes devem ser dedicadas ao aprofundamento no itinerário formativo de escolha do estudante. Esses itinerários serão desenvolvidos pelos estados e pelas escolas, e o MEC vai disponibilizar nos próximos meses um guia de orientação para apoiar a elaboração desses documentos.

 fonte:agenciadoradio

 

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