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Quatorze crianças vítimas de ataque em creche recebem alta em Janaúba

Creche foi incendiada na quinta-feira (5) pelo vigia; oito crianças, uma professora e o autor do ataque morreram.

Quartorze crianças, vítimas do ataque a uma creche em Janaúba, receberam alta do hospital da cidade na manhã deste sábado (7). Segundo a pediatra do hospital Fundajam, Cintia Neres Brandão Freitas, todas as crianças que estavam internadas na unidade receberam alta.

De acordo com as recomendações da médica, os pais devem voltar ao hospital se as crianças apresentarem falta de ar, dificuldade para respirar e alimentar, dor de cabeça, tosse e tontura.

“Elas estão saindo com uma folha com orientações, caso sinta algum sintoma estamos pedindo para retornar ao hospital. As crianças ficaram internadas em observação porque tiveram contato com a fumaça, alguns aparesentaram tosse leve. Todos estão indo bem pra casa”, disse.

Na última quinta-feira (5), o vigia Damião Soares dos Santos foi à creche onde trabalhava, jogou álcool no local, ateou fogo nas crianças e nele mesmo. Oito crianças, uma professora e o autor do ataque morreram. Trinta pessoas permanecem internadas e pelo menos nove crianças estão em estado grave.

Heverton e Eduarda são primos e deixaram o hospital neste sábado (Foto: Juliana Peixoto/ G1) Heverton e Eduarda são primos e deixaram o hospital neste sábado (Foto: Juliana Peixoto/ G1)

Heverton e Eduarda são primos e deixaram o hospital neste sábado (Foto: Juliana Peixoto/ G1)

Na saída do hospital, as mães e as crianças não escondiam a alegria.

“Meu coração está emocionado. Só de saber que meu filho está vivo e eu posso abraçá-lo”, comemorou Jéssica Borges de Oliveira, mãe de Heverton de 2 anos.

Elaine tem gêmeos de 4 anos e eles também foram sobreviventes da tragédia. ” Estamos muito felizes. Deus abençoe que não aconteça nada com eles”, diz Elaine Pereira Silva.

Kaio Pierre deixou o hospital neste sábado (Foto: Juliana Peixoto/ G1) Kaio Pierre deixou o hospital neste sábado (Foto: Juliana Peixoto/ G1)

Kaio Pierre deixou o hospital neste sábado (Foto: Juliana Peixoto/ G1)

Kaio Pierre Santos também é um dos sobreviventes da tragédia. Na saída do hospital, o menino, de 2 anos, resumiu em poucas palavras o que iria fazer: “Quero ir pra casa de vó”.

Daniele Ferreira, mãe de Hemili Sofia disse estar “pulando de alegria” por levar a pequena para casa depois de dois dias no hospital, por causa da inalação de fumaça. Ela conta, no entanto, que a filha de três anos está assustada, e não quer voltar para a escola.

“Ela contou tudo, que viu um homem pegando fogo, que os coleguinhas estavam pegando fogo, que as tias estavam gritando. Ela perguntou pelo primo, que está em Montes Claros. Ai eu falo que ele está bem”.

Van levou pais e crianças de volta para casa em Janaúba (Foto: Juliana Peixoto/G1) Van levou pais e crianças de volta para casa em Janaúba (Foto: Juliana Peixoto/G1)

Van levou pais e crianças de volta para casa em Janaúba (Foto: Juliana Peixoto/G1)

Infográfico sobre o ataque a uma creche em Janaúba/MG (Foto: Editoria de Arte/G1) Infográfico sobre o ataque a uma creche em Janaúba/MG (Foto: Editoria de Arte/G1)

Infográfico sobre o ataque a uma creche em Janaúba/MG (Foto: Editoria de Arte/G1)

Segundo a polícia, o vigia Damião Soares dos Santos, de 50 anos, jogou álcool nas crianças e nele mesmo, e, em seguida ateou fogo. No horário havia 75 crianças e 17 funcionários na escola.

A Polícia Civil informou que os combustíveis usados no ataque foram comprados três dias antes do crime, que foi planejado.

Ainda de acordo com a PC, uma perícia constatou que Damião Soares dos Santos, de 50 anos, trancou as portas da creche antes de incendiar o local.

O delegado disse ao G1, após entrevistar familiares do vigia, que desde 2014 ele já apresentava “sinais de loucura”. “Ele alegava que a mãe dele estava envenenando a água, e que isso estava trazendo problemas”, disse Bruno Fernandes Barbosa.

O médico legista da Polícia Civil Deivison Antônio Hamilton informou que o laudo caminha para a perversão, pois houve um planejamento e execução bem organizada.

O Ministério Público instaurou um inquérito para se o vigia era portador de alguma doença ou transtorno mental, que lhe tornava não recomendado para o exercício da função e se houve alguma falha do poder público quanto à avaliação e tratamento.

Morreram no ataque:

Ana Clara Ferreira Silva, 4 anos

Luiz Davi Carlos Rodrigues, 4 anos

Juan Pablo Cruz dos Santos, 4 anos

Juan Miguel Soares Silva, 4 anos

Renan Nicolas Santos, 4 anos

Cecília Davina Gonçalves Dias, 4 anos

Yasmin Medeiros Salvino, 4 anos

Helley Abreu Batista, 43 anos

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