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PF conclui inquérito sobre Collor na Lava Jato e vê indícios de desvio de R$ 9 milhões

Polícia Federal também terminou investigação sobre deputado Arthur Lira (PP-AL) e viu indícios de corrupção e lavagem de dinheiro; parlamentares negam irregularidades.

A Polícia Federal informou nesta segunda-feira (24) ter finalizado uma das investigações sobre o senador Fernando Collor (PTC-AL) na Operação Lava Jato e concluiu haver indícios de peculato (desvio ou prejuízo aos cofres públicos) no valor de aproximadamente R$ 9 milhões no caso.

No inquérito, Collor é investigado por suposta intervenção na BR Distribuidora para a concessão de empréstimos no valor de R$ 7,2 milhões para empresa Laginha Agro Industrial S/A, sem garantia compatível com o risco da operação.

Segundo a PF, a empresa, pertencente ao usineiro alagoano João José Pereira de Lyra, enfrentava severas dificuldades financeiras e tinha sido afetada por desastres naturais.

Para a corporação, o empréstimo somente ocorreu após a “intervenção direta” de Collor junto ao presidente e diretores da BR Distribuidora.

Em nota, Collor afirma apenas que defendeu os interesses do estado de Alagoas “cumprindo atribuição de parlamentar representante daquele estado”.

Apesar de ter visto indícios suficientes para indiciar o senador, a PF não o fez porque, em 2006, o Supremo Tribunal Federal firmou um entendimento pelo qual deputados e senadores não podem ser formalmente indiciados pela polícia – somente podem ser acusados pela Procuradoria Geral da República.

Caberá agora à Procuradoria Geral da República (PGR) analisar o relatório da PF e decidir se apresenta denúncia contra o senador junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) ou arquiva o caso. Caso a denúncia seja apresentada e aceita pela Corte, Collor se tornará réu no caso.

Collor é alvo de sete inquéritos no STF no âmbito da Lava Jato.

Arthur de Lira

A PF também informou ter terminado uma investigação sobre o deputado Arthur Lira (PP-AL) e seu pai, o senador Benedito de Lira (PP-AL), em outro inquérito da Lava Jato.

Ao final, os investigadores viram indícios de corrupção passiva e lavagem de dinheiro somente em relação deputado, mas não ao senador. A PF atribuiu a Arthur a propriedade de R$ 106 mil em dinheiro apreendidos em 2012 com assessor parlamentar.

O valor teria origem em propina repassada ao parlamentar pelo então presidente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). Em delação, o doleiro Alberto Youssef revelou a influência de Benedito de Lira e Arthur Lira no Ministério das Cidades, que controla a estatal.

Em nota, Arthur Lira afirmou que os fatos apontados pela PF são “totalmente infundados, carecem de provas e de conexão com a realidade”.

“Não há nos autos qualquer indício da relação do Deputado com os valores apreendidos, muito menos qualquer interesse ou benefício a eles relacionado. Apesar de já ter prestado depoimento e demonstrado documentalmente tais fatos, o Deputado continua a disposição para qualquer esclarecimento”, diz a nota.    fonte:g1

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