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Condeúba: Monica Nascimento recordista em votos para o Conselho Tutelar

O Jornal Folha de Condeúba, apresenta uma entrevista feita com a Conselheira Tutelar Mônica de Jesus Nascimento, 37 anos. Solteira e mãe de Luís Gustavo Nascimento Santos, 14 anos. Juntamente com o irmão Márcio de Jesus Nascimento foram criados e educados pela a avó materna, Jovina de Jesus Sousa e um tio, Antônio Carlos.

Ela que tem um programa na Radio Liberdade FM, há 14 anos, é uma das mais belas vozes, afinadíssima, além de cantar na Igreja Católica. Mônica foi reeleita no último pleito realizado no dia 06 de outubro de 2019, ela teve na sua primeira eleição 405 votos, sendo a última colocada naquele pleito.

Trabalhou durante 4 anos com muito empenho, partiu agora para a reeleição e foi eleita com 704 votos, tendo um acréscimo de 57, 53% entre a primeira e a segunda eleição, sendo assim, aconteceu a maior votação individual até então para o Conselho Tutelar, que contou com o comparecimento nas urnas de aproximadamente 2 mil eleitores.

O Conselho Tutelar é um órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, responsável por zelar pelos direitos das crianças e adolescentes, definidos em lei, especialmente no Estatuto da Criança e do Adolescente, os seus membros tem mandato de quatro anos, os quais a partir deste ano, a sua possibilidade de recondução não possui mais limites.

Entrevistamos Mônica, que toma posse no dia 10 de janeiro de 2020 para um segundo mandato de 4 anos no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA). Na conversa, ela falou sobre os seus planos para atuação no Conselho, sobre como pretende trabalhar em situações de conflito. Confira a entrevista, a seguir:

Folha: De que modo a senhora pretende estabelecer contato com os pais ou responsáveis de crianças e adolescentes encontrados em situações de vulnerabilidade?

Mônica: O contato é feito através de notificações, Escolas, instituições, todos os órgãos, entidades, famílias e a sociedade em si, pois, mantemos contato direto. Sempre tentamos da melhor forma dialogar, preferimos a forma olho no olho que intendemos ser importantíssimo, mas, às vezes é necessário recorrer ao Ministério Publico, Judiciário e á Delegacia.

Folha: Quais os direitos e serviços públicos, a senhora, enquanto Conselheira, vai lutar para garantir, junto aos poderes públicos, às crianças e adolescentes de Condeúba?

Mônica: Sabemos que os direitos fundamentais, especialmente no Artigo 5º da Constituição Federal quanto no Estatuto da Criança e do Adolescente, Artigos 3º, 7º, 18 sucessivamente, já são garantidos. Falta um pouco mais de conhecimento e esclarecimentos a cerca desses direitos e da própria Lei em si. Nesse sentido, prefiro usar a palavra, vamos, porque somos um colegiado, e pretendo junto com os novos conselheiros que assumirão o mandato em janeiro e os que permaneceram, dar continuidade ao que começamos este ano.

É claro, sem sair das nossas contribuições já estabelecidas no Artigo 136 do ECA, mas, tentando dentro das possibilidades levar às Escolas, Associações e famílias, dentre outros, um pouco sobre o nosso trabalho, ainda mal interpretado, por alguns, pois sabemos que o Estatuto não contém só direitos, mas, deveres e sanções também, sobretudo para que os usuários do serviço possam conhecer para fazer valer os seus direitos.

Folha: Em quais situações, a Sra. acredita que será necessária a representação de algum caso à justiça ou ao Ministério Público?

Mônica: No Estatuto da Criança e do adolescente, no Artigo 201, III, combinado com o Artigo 155, trata sobre perda ou suspensão do poder familiar, procuramos o Ministério Público sempre que há necessidade, por exemplo: Investigação de paternidade (DNA), algumas situações emergenciais de pensão alimentícia, dentre outras.

Folha: De que modo pretende realizar o acompanhamento do cotidiano da população Infanto-juvenil em situação vulnerável?

Mônica: Através da Rede (CRAS, CREAS, NASF, CAPS, Assistência Social), escolas, PSFs, Agentes de Saúde, entre outros, todos os órgãos, instituições e entidades que lidam diretamente ou indireta com famílias crianças e adolescentes. Contamos também com o apoio da população, pois, na maioria das vezes é necessário que alguém de fora, denuncie, há casos em que a própria família não quer ajuda, é conivente com a situação ou são os autores da situação de violência.

Folha: Ao final do seu mandato, espera ser lembrada por qual iniciativa ou projeto implantado no Conselho?

Mônica: Acompanhamos casos rotineiros, constantes e repetitivos, é claro, tem algumas exceções, na maioria das vezes são as e nas mesmas famílias, uma hereditariedade de casos e violências, nesse sentido, percebe-se que, vivemos em uma sociedade, machista, patriarcal e preconceituosa, carente de afeto, de amor para com o próximo, onde ainda se aplica a Lei de (Talhião – Bíblia) “Olho por olho, dente por dente”, do julgar sem conhecer, conhecer e não se importar, enfim, o humano esta deixando de existir, superficialidades e aparências, ou seja, valorizamos demais o ter.

Nesse sentido prefiro ser lembrada, pela persistência, coragem, determinação, responsabilidade e compromisso, principalmente, pelo o ser humano que sou, pois aprendi desde muito cedo a valorizar e ver as pessoas como são na sua essência, como seres humanos, pessoa humana e quando isso acontece, costumamos ver o interior, o ser.

Folha: Foram poucos os vereadores em Condeúba que atingiram essa marca de votos, 704 que a senhora teve nessa eleição para o Conselho Tutelar. Perguntamos, a Senhora pensa numa candidatura a uma vaga no Legislativo condeubense?

Mônica: Já recebi propostas nas eleições passadas para me candidatar a vereadora, porém, nunca passou isso pela minha cabeça, gosto muito e defendo cobrando sempre do Poder Público, a aplicabilidade das políticas públicas, tenho pavor de politicagem.

No entanto, percebo que muito precisa ser feito e mudado no cenário político e principalmente no administrativo, as pessoas precisam entender as reais funções de um vereador, assim como, alguns vereadores entender também o seu papel como parlamentar, pois, vemos muita ambiguidade nesta questão.

Para exercer a função de parlamentar, intendemos que é necessário abrir mão de muitas prerrogativas pessoais em favor do bem comum. Para tanto, a pessoa tem que estar desprovida de velhos conceitos e representar todos de forma igualitária e com muita responsabilidade, precisa ter e buscar sempre bons conhecimentos, sabedoria e discernimento.

Sou de uma família humilde e pra ser sincera nunca me vi, candidata a vereadora, não sou e não nasci em família política, ou seja, a meu ver, foi novidade quando me convidaram para sair candidata a vereadora, até pensei que seria simplesmente para compor os 30% das vagas para mulheres, o que não aceito, pois tenho propostas e seguimentos para eu defender, vejo isso como um grande desafio na minha carreira.

Nesse sentido, como tudo na minha vida, coloquei e coloco nas mãos de Deus, deixo ele providenciar, mesmo porque esta garantido na Lei, todos tem o direito de votar e ser votado, não seria diferente comigo. Deixo em aberto, prefiro ouvir a voz de Deus e do povo.

fonte:folhadecondeuba

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